quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Considerações sobre o Cruzeiro em 2009


Bem, o Brasileirão 2009 acabou e o Flamengo foi campeão. Dos 5 primeiros colocados, acertei 3 em minha lista de favoritos, o que dá 60% de aproveitamento. Não inclui o Mengo na minha lista porque realmente não acreditava que os rubro-negros poderiam concorrer com Internacional, São Paulo e Cruzeiro. Mas deu no que deu.

Para, nós, cruzeirenses fica uma amarga sensação de que poderíamos ter levado este caneco, mesmo com todos os percalços enfrentados após a decepcionante derrota para o Estudiantes. Basta contabilizar, por alto, no segundo turno: 6 pontos perdidos no último instante contra o Vitória, Avaí e Grêmio; mais 3 pontos desperdiçados contra o Fluminense nos levariam a 71 pontos, 4 mais que o Flamengo. Ficamos, contudo, apenas com a vaga na pré-Libertadores. Todavia, é importante ressaltar o poder de reação da equipe, saindo da 13ª posição para atingir a 4ª, numa arrancada extraordinária e digna de uma equipe de força e tradição como é o Cruzeiro.



Abaixo, listo uma série de pontos positivos e negativos do Cruzeiro em 2009:

Incapacidade de decidir dentro de casa.

Talvez este tenha sido o maior defeito do Cruzeiro este ano. Depois de ter derrotado Grêmio e São Paulo pela Libertadores, o time azul caiu diante do Estudiantes na final do torneio e não conseguiu mais se recuperar. Deixou escapar pontos importantes no Mineirão diante de adversários diretos na tabela (os próprios São Paulo e Grêmio, mais o Palmeiras), ou perdeu para oponentes fracos (Fluminense e Atlético Paranaense).


A evolução monstruosa da equipe nos jogos fora de casa.

O Cruzeiro está a 10 jogos invicto longe do Mineirão. Acredito que o principal fator para tal marca foi o fato do time ter jogado com mais personalidade e ter sido mais agressivo fora de seus domínios. Claramente, há um dedo do treinador Adílson Batista nesta evolução. A manutenção desta característica será de suma importância para que uma equipe que deseja decidir novamente a Libertadores e lutar pelo título brasileiro.


A manutenção de Adílson Batista no comando.

O treinador paranaense conseguiu levar o Cruzeiro novamente a uma final de Libertadores e garantiu o time – mesmo tendo disputado boa parte da primeiro turno com uma equipe mista – na 4ª posição do Campeonato Brasileiro, o que mostra que Adílson tem domínio sobre o elenco. Não acho justo que a perda da Libertadores seja creditada na conta do treinador celeste. Também concordo que ele ainda inventa nas modificações em determinadas partidas, apesar de suas invencionices terem diminuído significativamente. A manutenção de Adílson e da base do elenco será fator fundamental para a continuação de um estrutura vencedora.



A manutenção do elenco.

O Cruzeiro conseguiu montar um bom núcleo de jogadores, o que permitiu ao time – mesmo com inúmeras contusões e negociações de jogadores até então titulares (como Wagner e Gérson Magrão) – disputar as cabeceiras de duas competições extremamente difíceis como a Libertadores e o Brasileirão. É óbvio que novas aquisições são necessárias, como um lateral-esquerdo e um lateral-direito, um ou dois zagueiros e um meia-atacante. Do elenco atual, talvez apenas o zagueiro Thiago Heleno (que vive péssima fase) e o hprrível Soares devessem ser negociados. Merecem destaque, porém, o sempre seguro goleiro Fábio, o versátil Marquinhos Paraná, o sempre dedicado Jonathan e o promissor Diego Renan.


Henrique.

O volante conseguiu calar os críticos (eu, inclusive) e se tornou peça fundamental no meio-campo azul, desbancando até mesmo Fabrício (que viveu um péssimo primeiro semestre). Fez gols decisivos contra São Paulo, Estudiantes e Coritiba, além de ser incansável na marcação e na execução de suas tarefas táticas.


Thiago Ribeiro.

Com Kléber contundido, Wellington Paulista e Guérron instáveis e Soares completamente sem ritmo, Ribeiro fez gols importantes – principalmente na arrancada do segundo turno do Brasileiro -, brigou e correu muito. Talvez ainda lhe falte um pouco mais do senso de matador e da eficiência do Gladiador, mas sem dúvida Thiago foi uma peça importantíssima no esquema celeste.



Leonardo Silva.

O capitão cruzeirense foi sempre seguro na grande maioria dos jogos, além de marcar gols importantes (contra o São Paulo pela Libertadores, contra o Sport em Recife e principalmente contra o Atlético Paranaense – gol que manteve o Cruzeiro vivo pela vaga na Libertadores). Seu profissionalismo e espírito de luta melhoraram bastante o setor defensivo celeste.


Os vacilos nos últimos minutos dos jogos.

O Cruzeiro deixou escapara, nos últimos instantes de algumas partidas, pontos preciosos que poderiam ter lhe dado o título brasileiro. Foi assim com o Vitória (3-3 após estar vencendo por 3-1 até os 41 do segundo tempo), Grêmio (1-1 com um gol tomado aos 46 da etapa final) e Avaí (outro 1-1 com gol tomado após os 40 do segundo tempo). Um importante ponto a ser corrigido para 2010.


A queda do mito de que “O Cruzeiro não tem raça”.

Um dos argumentos mais batidos da torcida alvinegra é de que o time azul não tem sangue. Depois de 2009, fica difícil afirmar isto. O Cruzeiro se classificou diante de São Paulo e Grêmio na Libertadores em verdadeiras batalhas fora de casa; conseguiu viradas heróicas contra Santo André e Sport; conseguiu um empate heróico contra o Atlético Paranaense no último lance e garantiu o quarto lugar no Brasileirão vencendo, com um jogador a menos (aliás, o Cruzeiro jogou diversas partidas com jogadores a menos), o Santos, na Vila Belmiro. O que não faltou este ano foi doação por parte do time celeste.

(Nossos fregueses, ao contrário, não conseguiram mostrar a sua tão auto-proclamada “raça”. Foram incapazes de mostrar força e vencer jogos nos quais tomaram um gol primeiro, fato que ficou ilustrado nos 3 últimos jogos no Mineirão.

Aliás, outro mito caiu nesse campeonato: O de que a “Massa” empurra o Galo para cima dos adversários no Mineirão. Esta falácia, uma das mais velhas e mais utilizadas pelos penosos e pela Galopress, também foi refutada: mesmo empurrado pela “massa”, o alvinegro não conseguiu vencer Flamengo e Inter, em jogos que poderiam ter dado o título ao Galo. Mesmo com mais de 50.000 sofredores nas duas partidas, o Atlético não conseguiu sequer empatar e despencou pela tabela, sendo ultrapassado pelo Cruzeiro mesmo depois de estar 15 pontos a frente da equipe celeste.

Um terceiro mito que está por cair – e que só não caiu ainda por causa do intenso processo de lavagem cerebral feito pela Galopress – é aquele de que o Galo é um time de “tradição” do futebol brasileiro. Fica difícil afirmar que um time é tradicional se o mesmo não ganha um título de expressão há quase 40 anos. Obviamente, pessoas argumentar que o Atlético não ganha títulos, mas leva muita gente aos estádios. Ora, o Remo do Pará e o ABC de Natal também levam muitos torcedores aos seus jogos, e nem por isso podem ser considerados times tradicionais no contexto nacional. Além do mais, se torcida fosse parâmetro para definir a tradição de um time, a China era a seleção mais importante do mundo. Daqui há 20 anos, se alguém quiser pesquisar os maiores times do futebol brasileiro no final do século XX e começo do século XXI, certamente irá procurar a lista daqueles times que venceram torneios e não daqueles que levaram mais torcedores aos estádios. É claro que este tipo de argumentação não surtirá efeito contra os argumentos apaixonados da Galopress e da alienada torcida atleticana, mas fica aqui a menção.)



O profissionalismo da diretoria cruzeirense.

Tenho certeza de que muitos diretores de outros clubes brasileiros (quem seria?) demitiriam o técnico Adílson Batista após a perda da Libertadores e da sequência fraca no final do primeiro turno do Brasileiro. Contudo, a diretoria celeste não cedeu às pressões da torcida e da Galopress e acreditou num trabalho de longo prazo que já vem surtindo efeito e esteve muito perto dos títulos neste ano. Claro, acredito que se Adílson não for capaz de ganhar a Libertadores ou o Brasileirão no ano que vem, ele não deverá ficar.

Resumindo, 2009 foi um ano no qual o Cruzeiro poderia ter novamente conseguido a Tríplice Coroa, mas que acabou com apenas o título do Mineiro, o vice da Libertadores e um valente 4º lugar no Brasileiro. Para a maioria dos times brasileiros, já seria uma temporada para entrar para a história. Mas, para os padrões celestes, nada mais foi que um ano de oportunidades perdidas.

Saudações celestes!


Este texto tem a autoria de Eduardo Rodrigues e foi publicado originalmente no seu blog Miscelâneas.


segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Cruzeiro vence na Vila Belmiro por 2x1 e ta na Libertadores


Wellingol faz mais um, o 1º gol da última rodada do Brasileiro 2009

O Gladiador dá um forte abraço no técnico Adílson Batista comemorando o gol da classificação!

Superação e determinação
O Cruzeiro com muita vontade, determinação e superação conseguiu a vitória diante do Santos do “todo poderoso” Luxemburgo (quebrando o tal tabu que a galopress insistiu em ressaltar durante toda a semana) com um jogador à menos, depois da expulsão infantil e irresponsável de Jonathan. Foram 19 finalizações santista contra apenas 7 do Cruzeiro que foi muito mais eficiente e venceu o Peixe por 2x1.

Gladiador fez a diferença
Kléber que voltou ao time depois da cirurgia no púbis, mostrou mesmo que tem ainda muitas páginas pra escrever em sua história no Cruzeiro. Com mais um gol relâmpago, marcado em seu primeiro lance no jogo, o Gladiador fez o que antes se imaginava impossível. Acabou com o sonho do Palmeiras (que perdeu o jogo contra o Botafogo) e colocou o Cruzeiro na Libertadores de 2010. Palmas para o Gladiador.

Adílson Batista também
Outro que também fez a diferença foi o nosso técnico. Montando e remontando o time o treinador superou as dificuldades (Fernandinho se contundiu, Jonathan foi expulso) e conseguiu segurar o ímpeto santista, mantendo a vitória que nos leva de novo a ficar entre os 4 melhores times do campeonato brasileiro.

Ano de muitas dificuldades
Depois de enfrentar a trama armada contra o Cruzeiro ( as expulsões que sofremos no meio do campeonato foram totalmente ANORMAIS, sem falar na roubalheira da arbitragem), depois de driblar as milhares de lesões (e também ANORMAIS) dos nossos jogadores, depois de suportar a guerra promovida pela Galopress e depois também de se virar com a venda de muitos dos nossos jogadores (Wagner, Ramires, G.Magrão...), Adílson Batista venceu a tudo e à todos e junto de seus comandados ainda conseguiu um feito que todos imaginavam impossível quando o 2º turno do campeonato começou: classificou o time para a Libertadores.

Como disse o Diretor de Comunicações do Cruzeiro, Guilherme Mendes, o Cruzeiro estava a 15 pontos do rival local, dado como Campeão Brasileiro. Com uma reação heróica, termina o campeonato com 6 pontos de vantagem sobre o mesmo. Uma recuperação de 21 pontos que realmente impressiona. O Cruzeiro, como queria Adílson ficou como o MELHOR time do 2º turno.

Vídeo que resume muito do que 2009 foi pra todos nós Cruzeirenses, muito de tudo o que passamos neste ano:

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Cruzeiro goleia o Coritiba: 4x1

Henrique abriu o caminho.


Jonathan ajudou a ampliar marcando mais um.

Wellingol deixou sua marca.

O garoto Eliandro fechou a goleada Celeste.
Bombardeio Celeste
Como num verdadeiro bombardeio, o Cruzeiro foi muito mais determinado a vencer essa partida. Desde o início do jogo a pressão em busca do gol celeste foi grande. Mas nem tudo sai como se espera e aos 11 minutos do 1º tempo, numa cobrança de falta, Jaeci emendou para o gol e abriu o placar para o Curitiba. O Cruzeiro sentiu o baque e se já errava muitos passes e finalizações, passou a errar tudo que tentava. Mas como quem tenta sempre consegue, aos 43 Henrique, de fora da área mandou um belo chute que enganou o goleiro e empatou o jogo. O Cruzeiro foi só ataque então e Jonathan, no mesmo canto de Henrique mandou outro balaço e desempatou o jogo para o Cruzeiro.

Pênalti
Um pênalti claríssimo, não marcado em Wellington Paulista não mudaria a história do jogo. Aos 11 do 2º tempo outro pênalti claro em Thiago Ribeiro. Desta vez o juiz assinalou e Wellington guardou. 3x1. O Cruzeiro continuou martelando o gol do Coxa, e coube ao jovem Eliandro fechar a goleada aos 21 do 2º tempo, Cruzeiro 4 x 1 Coritiba.

Adílson de contrato novo mexeu bem no time, mais uma vez.
Inversão
Não poderia deixar de assinalar aqui o que todos os mineiros já sabiam. O Cruzeiro jogando praticamente um turno somente do campeonato passou à frente do rival citadino e agora é o único mineiro que ainda tem chances de chegar à Libertadores. Como já falei aqui e em outros locais que para mim isso já não é uma prioridade, dou por concluída a missão do Cruzeiro nesse brasileiro. Temos de agradecer o rival por ter segurado nosso lugar. Infelizmente quando se depende de incompetentes dá no que dá. Solicitamos que segurassem nossa posição no G4 mas eles não tiveram qualidade pra isso e agora teremos que contar com a sorte para entrarmos no G4 na última rodada.

Kléber que era esperado no jogo e não ficou nem no banco é garoto propaganda em Barbacena.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Notícia do dia: ADÍLSON FICA!

"Se é para o bem de todos e felicidade geral nação, diga ao povo que fico".

Não meus amigos, não foi parafraseando D. Pedro I que o treinador celeste confirmou sua presença no Cruzeiro em 2010. Mas sim, Adílson será o comandante estrelado por, pelo menos, mais uma temporada.

Quando o Adílson chegou ao Cruzeiro em 2008, muita gente olhou com desconfiança a chegada daquele desconhecido treinador. Afinal a diretoria havia prometido um técnico de "renome" para a libertadores daquele ano, e Mano Menezes, treinador da moda na ocasião, deu um "toco" na diretoria celeste para acertar com o Corinthians.

Em sua trajetória no Cruzeiro, Adílson sempre foi um camarada um tanto quanto "polêmico". Logo que chegou, pediu a contratação de três volantes (Henrique, M. Paraná e Fabrício). Destes, apenas Fabrício começou bem, enquanto Paraná (improvisado na lateral direita) e Henrique sofriam com as cobranças da exigente - e chata - torcida do Cruzeiro.

Adepto do futebol moderno, no qual jogadores não guardam apenas uma posição em campo, foi diversas vezes questionado pela torcida, e até hoje "sofre" com um apelido que ele mesmo se concedeu em uma entrevista pós jogo. "O pessoal diz que eu invento, que sou o Professor Pardal".

Polêmico também no tratamento com a imprensa. Claramente emotivo e dedicado, o treinador não leva desaforo para casa. Responde de forma ríspida a algumas críticas e questionamentos da imprensa mineira. (Eu também responderia de forma mais abrupta aos emplumados disfarçados de jornalistas).

Infelizmente o torcedor, a massa de um modo geral, é teleguiada e compra as picuinhas dissipadas pela imprensa. Por isso o treinador nunca conseguiu ser unanimidade entre os Cruzeirenses.

Particularmente eu acredito muito em duas coisas: Seriedade e Trabalho. E nestes quesitos, acredito que o Adílson se destaque com louvor. Ele é estudioso o futebol, dedicado e trabalhador. Acredita no que faz e é coerente com seus pensamentos. Se por um lado, uma certa teiomosia não faz dele um cara perfeito, por outro a insistência em suas crenças rende frutos. Que o digam M. Paraná e Henrique, que antes foram questionados e hoje conquistaram o respeito da maioria da torcida.

A continuidade de um trabaho sempre rendeu bons frutos aos times que apostaram nessa filosofia. Foi assim com o Muricy no São Paulo e com o Luxemburgo no Palmeiras de 92 e 93, e no Cruzeiro de 2003. Para 2010, teremos os mesmos jogadores, o mesmo treinador e uma vantagem enorme perante times que ainda vão se montar para a próxima temporada.

Nas últimas rodadas, Adílson cativou um pouco mais os torcedores celestes e, hoje, já recebe a admiração de grande parte da torcida. Episódios polêmicos e divertidos como o "Toma" que ele gritou para a torcida logo após um gol, e a fantástica voadora na placa de publicidade no jogo contra o Santo André externaram para todos o lado torcedor e apaixonado do treinador estrelado.

O Adílson comanda o time como se tivesse um "joystick" nas mãos. Grita o tempo todo na beira do campo e nunca deixa de cobrar de seus jogadores. Para os mais racionais, basta olhar para os números de um treinador que apresenta o melhor aproveitamento pós 2003 no comando do Cruzeiro (e temos que destacar que o Adílson não tem nenhum Alex10 em campo).

Como sou fã de pessoas trabalhadoras e coerentes, não poderia deixar de expressar aqui o meu apoio ao técnico Adílson Batista. Minha torcida ele sempre teve, pois como torcedor, incentivar é minha obrigação. Agora deixo aqui também o meu desejo de boa sorte.

Que ele saiba que muitos vão questioná-lo, que a imprensa vai incomodar e perturbar o ambiente celeste. Mas que ele seja paciente, batalhador e nunca desista poi a maioria está com ele e tem fé no seu trabalho.

E na vida profissional é assim: "Quanto mais se trabalha, mais a sorte aparece".
Um 2010 campeão para todos nós.

Este texto e a montagem com Adílson Batista foram copiados do blog Sampa Azul do Edu Mano, a quem agradecemos. Estamos totalmente sem tempo, o texto é ótimo e reflete perfeitamente nossa filosofia. Obrigado Mano!

Cruzeiro empata com Atlético 1x1


O zagueiro artilheiro deu uma cabeçada fatal e empatou o jogo já nos acréscimos.

Eficiência defensiva
Mais um jogo muito disputado onde em raríssimos momentos conseguimos enxergar um futebol bem jogado. Muita raça e disposição e muita eficiência defensiva da equipe atleticana, mas ficou nisso. Não houveram destaques positivos no jogo. O Cruzeiro tras mais um empate na bagagem, mas mantém sua invencibilidade de 11 jogos fora de casa.

Dificuldades
O Cruzeiro tem tido uma dificuldade enorme para entrar no G4. Pessoalmente já há algumas rodadas eu mudei meu foco. Só uma coisa seria legal para o Cruzeiro nesse campeonato. Terminar na melhor colocação possível e como o melhor time de Minas. Isso é o mínimo que se pode esperar de um clube do tamanho do Cruzeiro. Seria mesmo como já disse bem melhor disputar a Copa do Brasil, ano que vem, tentar o Penta-Campeonato e se classificar para a Libertadores de 20011

Arbitragem
Mais uma vez o senhor Paulo César de Oliveira mostrou suas deficiências. Aliás contra o Cruzeiro parece que ele faz questão de sempre deixar claro que não merece ser um árbitro Fifa. Apitando de longe ele mostra que possui pouca acuidade visual e não marca faltas evidentes, marcando outras que não existiram. Prejudicou mais uma vez o Cruzeiro ao dar o Cartão Vermelho para Gilberto por um mal-entendido.

Qualidade
A qualidade desse campeonato é muito baixa. A cada ano vemos times tão fracos que o nivelamento por baixo salta aos olhos. Isso explica como times da ponta tem perdidos jogos contra times da parte de baixo da tabela. Outro fator que evidencia isso é que jogadores considerados “velhos” ou “veteranos” como Gilberto do Cruzeiro vem se destacando nas equipes. Os mais novos não estão no mesmo nível dos ‘velhos’ e por isso eles se destacam, mesmo que já não tenham o mesmo redimento de antes.


A decisão de ficar ou não pode sair nesta 3ª feira.

Adílson Batista
A novela segue com possibilidades grandes de que tenha um desfecho nesta 3ª feira dia 24/11/2009. Diante do anúncio da antecipação da sua decisão, acredito que Adílson deva permanecer no Cruzeiro pois, se fosse sair com certeza não iria declarar isso antes do final do campeonato. Acredito que ele tenha tido somente a vontade de comunicar antes e pessoalmente a seus familiares a sua decisão, por isso agora após o jogo contra o Atlético, quando ele visitou sua família (que continua residindo em Curitiba) ele poderá dizer finalmente que vai ficar. Oremos e aguardemos.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Empate doloroso no Mineirão, Cruzeiro 1x1 Grêmio.


Gilberto, de pênalti marcou seu primeiro gol diante de sua torcida.

Jogo fácil ou jogo difícil?

O Grêmio veio a B. Horizonte sem nenhum compromisso. Se para alguns isso poderia representar alguma facilidade para o Cruzeiro, para outros seria um perigo. O time que joga sem um objetivo maior pode jogar mais despreocupado e não vai se abalar com um resultado adverso. Por este ângulo esse time pode ser um adversário perigoso. Seria necessário que nossos jogadores tivessem muita atenção, pois qualquer bobeada o Grêmio poderia aproveitar. Não deu outra, uma bobeada aos 46 do 2º tempo e o Grêmio melou a entrada no G4 do Cruzeiro.


Muita Luta

Nosso time lutou sim, não se pode dizer que não, mas lutou sem objetividade. Perdemos mais uma vez muitos gols e pecamos por não termos ambição de matar o jogo logo no 1º tempo. Mais uma vez nos faltou um matador, pois o time cria, mas na hora da conclusão é chutinho fraquinho, ou sem direção ou então não chutam.


Desperdiçando

Estivemos em 3º lugar e garantiríamos nossa vaga no G4 se tivéssemos segurado a vitória. O rival local perdeu mais uma, agora diante do Coritiba. Tava tudo dando certo para o Cruzeiro, até que cedemos o empate ao time gremista. Mais uma vez deixamos escapar uma vitória importante.


Nem tudo esta perdido

Claro que as coisas ficaram mais difíceis para nós, mas o que mais deixou insatisfeita a torcida, foi como aconteceu o empate. Aliás, isso já vem ocorrendo ao longo do campeonato. O Cruzeiro teve por vários jogos a vitória em suas mãos e deixou escapar. Foi assim contra o Flu, contra o Vitória, contra o Avaí e isso é o que mais irrita o torcededor. Passa uma impressão de que os jogadores não se importam muito com os resultados. E pior, essa derrota sepulta de vez uma aspiração maior nesse campeonato. Agora só nos resta mesmo torcer pela vaga no G4.


Devendo

O Cruzeiro continua com um débito muito alto diante de sua torcida nessa temporada, principalmente em se tratando de campeonato brasileiro. O time esse ano não vem atuando bem no Mineirão e isso tem sido o pior problema para as pretensões celestes.

-------------------


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Cruzeiro vence Sport de virada em Recife 2x3


Thiago Ribeiro continua sendo decisivo nos jogos do Cruzeiro, abriu nossa contagem.
Confiança e dúvida
Depois da derrota incrível para o Fluminense, o Cruzeiro reencontra a vitória e volta a passar confiança aos torcedores. Aliás, com o seguimento das rodadas, é que agora, podemos analisar melhor aquele jogo. Não foi o Cruzeiro que perdeu, mas sim o Fluminense que vem numa crescente vertiginosa. São 8 jogos com 8 gols do Cruzeirense, FredGol. Como Zezé Perrella deve tá chateado por ter feito a negociação envolvendo Kléber alguns dias antes de saber da liberação de Fred pelo Lyon. Como seria se ao invés de Kléber, o Gladiador bichado, tivéssemos contratado o goleador Cruzeirense Fred?

G4
Como torcedor nem posso dizer que eu estou tão interessado assim em entrar para o G4. Talvez se disputássemos a Copa do Brasil, teríamos um caminho mais chances de ser melhor planejado para buscarmos a Libertadores. Todos sabem que nosso intento maior é conquistar o mundial interclubes e desta maneira, conquistar o tri da Libertadores é uma condição si-ne-qua-non para alcançarmos esse objetivo. Eu nem ficaria frustrado se não acábassemos o campeonato no G4. Para mim a grande vantagem de terminarmos no G4 seria o aumento na possibilidade de manutenção do nosso técnico.

Léo Silva marcou mais um na carreira e o 2º do jogo.
O jogo
O Cruzeiro entrou meio apagado no jogo e foi surpreendido por um Sport brigador e interessado na partida. Aos 16m o time pernambucano já vencia por 2x0. Aos 20m porém o Cruzeiro deu um banho de água fria no Leão e diminui, 2x1. Depois desse gol de Thiago Ribeiro, o Sport sentiu o baque e arrefeceu seu ímpeto.

Guerrón vem se achando, fez seu primeiro gol no Brasileiro.
O Cruzeiro voltou para o segundo tempo decidido a virar o jogo. Como o próprio Thiago Ribeiro declarou, eles se espelharam no jogo do Fluminense “se eles conseguiram virar, porque não conseguiríamos?” Com essa determinação o Zagueiro artilheiro Leonardo Silva, de volta ao time marcou o gol de empate logo aos 7m. Aos 20m Guerrón decretou a virada e a vitória celeste em pleno estádio da Ilha do Retiro. Guerrón começa a mostrar seu bom futebol, o que será muito bom para o Cruzeiro nesta reta final. A mão do técnico Adílson foi certeira nesse jogo.

Tabela
O Cruzeiro dá uma subida importante na tabela. Tá na 5ª posição, atrás do rival citadino somente por 2 pontos e atrás do líder do campeonato, agora o São Paulo, apenas 5 pontos. O G4 é muito próximo e o título é algo que poderia ser considerado à partir das 2 próximas rodadas.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Cruzeiro joga amistoso em clima de festa para Sorín


O time que iniciou o jogo envergando o Manto Azul nº 3.


Sorín em campo, os últimos 90 minutos de emoção do craque.

Muitas homenagens ao craque e ídolo Celeste.
Não um jogo, mas uma festa
Um jogo bem diferente do comum. Nada que se veja normalmente, mesmo em jogos amistosos.
A festa para despedida de Sorín foi assim, alegre, emocionante e bastante divertida e de sobra, o Cruzeiro venceu mais uma. Incontáveis substituições e liberdade total para Sorín comandar a festa.

Com a esposa Sol e a filha belorizontina Elizabetta.
Raça e garra
Sorín, muito à vontade, lutou até o fim, não ficou de fora da festa ( ou do jogo) nem um minuto, desfrutou os 90 minutos de futebol numa despedida que fica para a história.

A torcida fez sua parte
O Mineirão quase lotado por mais de 58.000 Cruzeirenses apaixonados, se transformou num palco duplo. Dentro do gramado Sorín pode mostrar pela última vez numa partida oficial o que o tornou um ídolo no Cruzeiro. Arriscou jogadas bonitas como o passe de calcanhar para Bernardo, o gol que tentou fazer de bicicleta e mostrou também a garra ao buscar uma bola quase perdida na linha de fundo e fazer um cruzamento para a área.

A banda Skank deu seu show também.
Skank também deu show
Fora do gramado, por trás do gol a Banda Skank, do Cruzeirense Samuel Rosa embalou o público antes do jogo com muita animação. Foi uma noite inesquecível com muitas homenagens, inclusive Sorín foi convidado à deixar sua marca na tradicional Calçada da Fama do Mineirão.

Os gols
Os gols Celestes foram marcados no 2º tempo com Bernardo e Guerrón. O Cruzeiro utilizou no jogo praticamente todo o seu plantel. Vários jogadores como o goleiro Rafael (Seleção Brasileira sub-20) estrearam com a camisa Celeste.

Kléber teve tempo de vestir o Manto Celeste nº 3.
Uniforme 3
O Cruzeiro aproveitou o grande momento para lançar seu uniforme nº 3. Sorín que no 2º tempo jogou cerca de 15 minutos para o Argentinos Juniors, seu primeiro clube profissional, colocou a camisa do Argentinos Juniors por cima do uniforme Celeste, algo inusitado e depois dos 15 minutos iniciais do 2º tempo, deixou o time do Argentinos e voltou a jogar pelo Cruzeiro. Ali tava tudo dominado, ele era o dono da festa.

Preliminar
Num jogo preliminar participaram da festa diversas personalidades, artistas e ex-atletas. Músicos como Gabriel Pensador e Toni Garrido, o ator Kadu Moliterno, o apresentador de TV Edgar Piccoli e os ex-atletas da Seleção Brasileira Raí e Sócrates, jogaram essa preliminar e prestigiaram o evento. Os dois times jogaram com os uniformes 1 e 2 do Cruzeiro e o do unifome 1 (camisa azul) venceu por 1x0.

Outras presenças
Também estavam presentes companheiros de Sorín no Cruzeiro em 2000 e 2001. Rincón, Marcus Vinícius, Viveros e Sérgio Manoel lá estiveram. Os argentinos Hernán Díaz e o ex-goleiro da Seleção Argentina Goycochea e o boliviano Juan Peña também vieram prestigiar evento.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Diários Associados boicotam festa de despedida de Sorín


Mais uma vez o Superesportes bem como todos os órgãos dos Diários Associados, sem excecão desprezam a torcida Cruzeirense que é a que dá mais ibope a Tv Alterosa, que é a que mais compra os jornais Aqui e Estado de Minas, que é a que mais acessa o site Superesportes, afinal somos por várias pesquisas que comprovam, a maior e a verdadeira massa de torcedores do estado de Minas Gerais e da Capital.

Além de uma grande falta de respeito com o jogador Juan Pablo Sorín, um ícone do futebol mineiro, é também uma atitude que merece mais uma vez o escárnio da Nação Azul. Por mais que existam outros interesses comerciais e econômicos no jogo de despedida do ídolo, os Diários Associados como órgão de imprensa não poderiam fechar os olhos para esse grande evento.

Já que não puderam promover o evento por falta de competência, falta de visão ou falta de capacidade, os Diários Associados deveriam pensar nos seus inúmeros leitores e telespectadores e de toda forma teriam de cobrir o evento.

Mais uma vez dão motivos à Nação Azul de protestar, de se sentir desprezada pelo maior grupo jornalístico do estado. Mas isso não vai durar para sempre, o povo um dia irá enxergar tudo o que vem ocorrendo há décadas com essa (parte) imprensa podre da capital mineira. Se não conseguimos reverter o quadro protestando, vamos então boicotar esse veículos de comunicação, ou seja, vamos utilizar da mesma arma e estratégia dos mesmos para com o Cruzeiro e suas coisas: O DESPREZO!

Leia mais sobre:
Blog PHD - Jorge Santana , Imprensa Mineira , Comunidade TFC - Orkut

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Cruzeiro assiste à virada incrível do Flu 2x3


Jonathan abriu o placar e atuou muito bem, no 1º tempo.

Wellington Paulista perdeu um pênalti que PODERIA mudar a história do jogo, mas fez um bonito gol e se redimiu!
Inversão nos vestiários
Impressionante como os times voltaram para o 2º tempo com um comportamento totalmente oposto ao que tiveram na 1ª etapa.
A impressão que se tem é que os times trocaram de camisas no intervalo e o Flu voltou totalmente ligado no jogo e disputou o 2º tempo como se já estivesse vencendo de 2x0 e o Cruzeiro fez exatamente o oposto. Voltou desligado, apático e dando o jogo já como perdido.

Fulminante
O Cruzeiro iniciou o jogo com muita vontade e disposição. Já aos 12 min Jonathan marcou o 1º do Cruzeiro. Aos 23 Guerrón sofreu pênalti que W.Paulista bateu e não converteu. Segundo ele declarou este foi o 1º pênalti que não converteu em sua carreira (?!). Esse gol perdido faria falta ao Cruzeiro. Já aos 30 o próprio Wellington se reabilita e marca o 2º do Cruzeiro, um belo gol.

Decepcionante
Aí veio o intervalo e os times foram para os vestiários. Antes o Cruzeiro não tivesse descido, ficasse em campo aguardando o Fluminense. O time voltou como se já tivesse liquidado a fatura. Como se os 2x0 já lhe garantissem a vitória e os 3 pontos necessários para finalmente entrar no G4. Mas o Fluminense liderado pelo Cruzeirense Fred voltou com outra disposição para o 2º tempo. Com mudanças táticas o time surpreendeu o Cruzeiro e virou espetacularmente o jogo. Venceu e convenceu a todos que poderá ainda se safar do rebaixamento.

FredGol
Fred que poderia ter vindo para o Cruzeiro com certeza seria o principal jogador do time nessa arrancada final, e quem sabe não estaríamos só disputando uma vaga no G4 mas talvez o título se ele vestisse o Manto Celeste. O atacante com certeza pode ser o ponto chave para que o Fluminense não caia.

Tabela
Com a inesperada derrota ficamos novamente na 6ª posição, mas não há que se desesperar, outros tropeços dos rivais virão e ainda temos boas chances de entrar no G4.

Torcida
Atendendo à convocação de Adílson Batista e da diretoria Celeste o torcedor compareceu em grande número. 50.000 pessoas estiveram no Mineirão, mas não conseguiu empurrar o time que como numa catarse coletiva assistiu a Fred e seus companheiros jogarem. A torcida mais uma vez fez sua parte, faltou aos atores do espetáculo cumprir sua parte. Ficou para a próxima.

SÓCIO TORCEDOR, CLIQUE NA FIGURA ABAIXOE SAIBA MAIS